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|Sou alguém que...| Gosta de escrever sobre sentimentos. Aqui você vai encontrar: crônicas, contos, críticas e algumas bobagens. Sejam bem vindo(a)s. BRASIL, Mulher, de 26 a 35 anos |


Solidão a dois
Sentada em dos meus restaurantes preferidos, chamo o garçom e faço o pedido: picanha mal-passada, arroz, salada e coca-cola com gelo e limão.
Enquanto aguardo, começo quase sem perceber a fazer uma das coisas que mais faço ultimamente. Observo pessoas. Não sei bem quando este hábito virou vício, mais sempre que fico com a mente desocupada, começo a observar pessoas, não apenas olhar pessoas, e sim observar e fazer conjecturas sobre suas vidas.
Sentados na mesa ao lado está um casal. Aparência bem cuidada, roupas de griffe, maquiagem e cabelos impecáveis, apesar de jovens parecem estar profundamente entediados um com o outro. Não conversam, nem trocam olhares de carinho. E mal se tocam....
Fico pensando no sentido da palavra solidão...
Quando pensamos em pessoas solitárias, automaticamente visualizamos uma pessoa só, sem companhia. Bem, cada dia me convenço que existem tipos de solidão muito mais tristes do que o simples fato de não ter alguém para conversar, é a solidão dos casais.
Casais apaixonados que se distanciam milímetros a milímetros dia a dia sem perceber, e quando a rotina massacrante é percebida o abismo já se formou entre eles.
Solução para este distanciamento?
Um pouco de acrobacia, ginástica dos sentidos e muito bom humor.
Eu garanto, não há rotina que resista a este tratamento de choque.
O almoço chegou, dá licença vou almoçar.